10th June, 2011

Nights Into Dreams (Saturn): criança para sempre

posted 11 months ago

— por Ariel, ao som de Phoenix - Embuscade

Quinze anos atrás, quando a SEGA ainda tinha alguma vergonha na cara e controle de qualidade, foi anunciado um projeto que ninguém entendia direito, Nights: Into Dreams. Sabia-se que era MUITO colorido (como boa parte dos jogos nos 90s, antes do universo gamer tornar-se cada vez mais marrom), do mesmo criador de Sonic (era um elogio na época, não uma sentença de morte), e que viria acompanhado de um joystick esquisitíssimo.

                                

Naquela época, previews e trailers de jogos eram um sonho distante (em 1998, demorei uma tarde inteira pra baixar um vídeo de 3 mega, que rodava com queda de frames no Quicktime do meu PC, e considerei-me moderníssimo). Tudo que uma pessoa poderia fazer era comprar revistas especializadas, a maioria de Design duvidoso e conteúdo raso, pra observar meia dúzia de imagens do jogo que estava esperando.

Os filhos dos 80s conhecem a fórmula mágica: você olharia as fotos, leria uns parágrafos de pouca informação objetiva e MUITA hype, e passaria meses criando um universo fantástico daquele jogo, imaginando absurdos como liberdade absoluta, distante da realidade na geração 32Bit, toda permeada por paredes invisíveis.

               

E quem ligava pra paredes invisíveis?

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Tags: save game nights sega criança esperança biotônico fontoura polígonos de playstation 1 psicomagia game design

26th February, 2011

Poema para os dedos cansados

posted 1 year ago

— por Ariel, ao som de Gioacchini Rossini - La Gazza Ladra



“100 bananas não fazem uma vida”

grunhiu o rabugento,

ignorante das princesas de outrora,

dos encanadores, o grande tormento.



Quando o reflexo do espelho

lhe mostrar orelhas pontudas,

é hora de domar seu cavalo,

pegar sua espada e as flechas agudas.



Do circo tire a lona,

do alto de sua Epona.

Embaixo está Kafka (ou Kefka?)

Matando baratas, miúdos colossos,

verdadeiras brincalhonas.



O tempo corre, sônico,

os olhos mudam de cor.

Já não sei a minha idade, sinto-me meio biônico,

as tintas do passado se misturam às da dor.



Com a fixação de um pequeno Metroid,

e a resignação de um velho andróide,

indago se um dia me amares,

ou se passei, em sua vida, como mero Katamari.

Tags: save game poema dedos cansados metroid chá de cogumelo

15th February, 2011

Game Over antes do Start

posted 1 year ago

— por Ariel, ao som de Empire of the Sun - Walking On A Dream

Qualquer gamer que se preze deve saber que, ontem, presenciamos o esfuziante lançamento de Marvel vs Capcom 3, após mais de uma década esperando a oportunidade pra jogar com a Jubileu (prece não atendida). Isto significa, obviamente, que há mais de cinco dias já é possível jogá-lo, graças aos açoites da moral e da ética comercial, também conhecidos como “piratas”, “ráquers”, e até mesmo “gordos”.

Suponham, então, que eu tenha meios para obtenção desta versão ilícita. Suponham, também, que eu tenha maneiras de testá-la. Suponham, enfim, que após uma maravilhosa abertura CG de alto teor comburente para áreas íntimas, o jogo tenha fechado as pernas com velocidade e determinação comparadas apenas à Sandy enquanto siamesa de Júnior. Game Over bem antes do One Up.

Game Over prematuro, este é o estudo de caso do dia.

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Tags: Discutindo a relação game over piores metáforas do mundo marvel vs capcom 3 hipsters Joy pro meu Stick

22nd September, 2010

Flopagem

posted 1 year ago

— por Ariel, ao som de Mr. Scruff - Get A Move On

Aí um dia você tá na piscina do seu clube e chega um virginiano nerd, fã de Twilight, esperando a pele dele reluzir no sol tanto quanto a do Edward Cullen, trazendo um fone de ouvido com a imagem subliminar de um coração. E aí, add? #Comolidar com Hideo Kojima sensualizando contigo?

           

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Tags: flopagem Discutindo a relação vampiros com glitter sundaejunior din'sfire na bacurinha elegância grills

20th August, 2010

Análise subjetiva sobre “objetivos”

posted 1 year ago

— por Ariel, ao som de Fantastic Plastic Machine - Euphoria (Mondo Grosso Remix)

Gosto de jogos com objetivos. Mesmo que seja algo trivial como “fazer mais pontos” ou “terminar a fase em menos tempo”. Em compensação, não me divirto com qualquer jogo que seja sandbox / do-it-yourself, como The Sims, GTA, qualquer God Game tipo Black & White. Não quer dizer que eu não veja valor neles.

Estava eu um dia na casa do Lucas, que também escreve aqui, e o irmão dele começou a jogar GTA IV, dirigindo insanamente pelas ruas de Nova York, ateando fogo em suas potenciais namoradas-piranhas com coquetéis Molotov… enfim, ficou claro que eu estava jogando da maneira “errada”, que eu estava levando a sério um jogo que me pedia justamente o oposto.

Aliás, é uma posição que defendo: a maioria das vezes, o jogo / filme / livro / arte não é RUIM, é que ele tem uma vibe certa pra ser compreendido. É um exercício de projeção, e até de liberdade, tentar entender a obra como o seu criador a pensou; no mínimo, de uma maneira diferente da que você está acostumado a enxergar.

Claro que cada um tem os seus limites, e uma bagagem intelectual diferente que possibilitará a compreensão e aproveitamento de uma obra ou não. É que muitas vezes, todo esse requisito é secundário: basta fazer um esforço genuíno pra mudar a sua perspectiva.

                                                   ARTE apenas para iniciados



Após um aniversário (numa sexta-feira 13, #reflitam) em que nada do planejado (“Objetivos”, lembrem-se) funcionou, mas cuja aleatoriedade e situações inesperadas trouxeram um colorido incrível, vou aceitando gradualmente a lição do desapego às regras e convenções, e mais atraente parece a possibilidade de criar o meu próprio meta-jogo.

                                         Sample da aleatoriedade do meu aniversário



E isso significa, obviamente, que sairei com uma AK-47 na minha faculdade matando pessoas por pontos, porque eu tenho um blog satânico sobre games e qualquer pessoa assim só pode ter esse tipo de pensamento em mente.

Tags: AK-47 Columbine marido ausente é o que traz presente objetivos oigente piranhas de GTA post metafórico disfarçado com conteúdo gamístico discutindo a relação

19th August, 2010

Travestis em Silent Hill

posted 1 year ago

— por Lucas

Eu tinha medo de Alone in the Dark 1… Lembro de jogar em casa, velhos tempos de Windows 95 quando eu tinha 10-11 anos. Lembro do sótão, daquele monstro que vinha pela janela, da música e efeitos sonoros criando uma “super ambiência”, mas não era só disso que eu tinha medo…

Eu tinha medo dela, boneca de olinda, que com 3 polígonos (sic) conseguia me botar medo. Favor notar os lábios carnudos, as mãos lânguidas e os olhos atentos. Emily Hartwood é o real monstro desse jogo, e com a animação monga suave de seus ataques evidenciava sua natureza performática e dextreza como mulher perdida lutadora.

                                       

Favor notar as sobrancelhas inquisitoras e as maçãs do rosto rechonchudas. Botox ou Magipak?

Tags: lábios carnudos travestis em silent hill bojo da madonna girls just wanna have fun três polígonos bastavam textura pra que gloss boca de frango jynx botox ou magipak?

28th June, 2010

Non-gaming

posted 1 year ago

— por Ariel, ao som de Uffie - ADD SUV (ft. Pharrel Williams)

E quando você não joga?

Hora de relaxar, depois de um longo dia de atividade. O videogame está ao alcance de um botão, pronto pra te transportar para um universo totalmente novo. Mas você não está afim, assim como a arquetípica “namorada com dor de cabeça na hora do sexo”.

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Tags: discutindo a relação non-gaming filosofia de banheiro quer dizer volume pélvico avantajado risoto de feijão metáforas da vida Freud galinhas assassinas

22nd May, 2010

“Ritmo de videogame”

posted 2 years ago

— por Ariel

Uma modinha recente que me irrita bastante é a utilização do termo “ritmo de videogame” e similares, quase sempre em tom pejorativo. Hoje na Folha de S. Paulo, na crítica sobre o filme “Fúria de Titãs”:

Seria apenas um filme fraco, com roteiro nauseabundo, diálogos infantis e atuações dignas de trem fantasma. Mas, em 3D, se torna uma experiência torturante. Parece um videogame do inferno. (…) Para um adolescente viciado em videogame, este presente de grego é um programão.


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Tags: videogame do inferno discutindo a relação ritmo de videogame sandy apelos fotossensitivos lady gaga ideais greco-romanos heterossexualmente-compensatórios posts-fachada para postar fotos de edward cullen leave britney alone altas aventuras com essa turminha da pesada

14th May, 2010

Portal de graça

posted 2 years ago

— por Ariel

Qualquer pessoa minimamente ligada em games deve saber da existência do Steam, um serviço de distribuição de jogos online (provavelmente o melhor) da Valve, que fez Half-Life (que gerou a febre Counter-Strike), Left 4 Dead… e o filhinho-prodígio, Portal.

Infinitamente parodiado, dono de uma música tema que já virou hit de Guitar Hero e foi cantada por coros infantis, Portal é uma referência em jogos de puzzle, level design e humor.

Para promover o lançamento do Steam para Mac, Portal está de graça, até dia 24 (também para usuários de PC). Então, se você não jogou e tem um computador de até uns 5 anos atrás, recomendo muitíssimo.

E o 2 deve surgir logo logo, com co-op! \o/

Tags: portal the cake is a lie still alive steam maybe black mesa maiores criadores de memes nerds por segundo news

7th May, 2010

Um pouco de macheza

posted 2 years ago

— por Ariel

Estava aqui pensando com meus botões que o vídeo de Bayolante (a “sequência de Bayonetta”), dois post atrás, pode ter ofendido ou chocado alguns visitantes, devido à temática gay quase-explícita. Decidi, então, remediar a situação, trazendo um mini preview visual do jogo mais de MACHO que encontrei:

(Conteúdo pode ser NSFW, dependendo do ponto de vista)

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Tags: macho equilíbrio e harmonia mexeu contigo mexeu comigo discutindo a relação nsfw

 


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