Nights Into Dreams (Saturn): criança para sempre
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— por Ariel, ao som de Phoenix - Embuscade
Quinze anos atrás, quando a SEGA ainda tinha alguma vergonha na cara e controle de qualidade, foi anunciado um projeto que ninguém entendia direito, Nights: Into Dreams. Sabia-se que era MUITO colorido (como boa parte dos jogos nos 90s, antes do universo gamer tornar-se cada vez mais marrom), do mesmo criador de Sonic (era um elogio na época, não uma sentença de morte), e que viria acompanhado de um joystick esquisitíssimo.

Naquela época, previews e trailers de jogos eram um sonho distante (em 1998, demorei uma tarde inteira pra baixar um vídeo de 3 mega, que rodava com queda de frames no Quicktime do meu PC, e considerei-me moderníssimo). Tudo que uma pessoa poderia fazer era comprar revistas especializadas, a maioria de Design duvidoso e conteúdo raso, pra observar meia dúzia de imagens do jogo que estava esperando.
Os filhos dos 80s conhecem a fórmula mágica: você olharia as fotos, leria uns parágrafos de pouca informação objetiva e MUITA hype, e passaria meses criando um universo fantástico daquele jogo, imaginando absurdos como liberdade absoluta, distante da realidade na geração 32Bit, toda permeada por paredes invisíveis.

E quem ligava pra paredes invisíveis?
Poema para os dedos cansados
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— por Ariel, ao som de Gioacchini Rossini - La Gazza Ladra
“100 bananas não fazem uma vida”
grunhiu o rabugento,
ignorante das princesas de outrora,
dos encanadores, o grande tormento.
Quando o reflexo do espelho
lhe mostrar orelhas pontudas,
é hora de domar seu cavalo,
pegar sua espada e as flechas agudas.
Do circo tire a lona,
do alto de sua Epona.
Embaixo está Kafka (ou Kefka?)
Matando baratas, miúdos colossos,
verdadeiras brincalhonas.
O tempo corre, sônico,
os olhos mudam de cor.
Já não sei a minha idade, sinto-me meio biônico,
as tintas do passado se misturam às da dor.
Com a fixação de um pequeno Metroid,
e a resignação de um velho andróide,
indago se um dia me amares,
ou se passei, em sua vida, como mero Katamari.
Game Over antes do Start
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— por Ariel, ao som de Empire of the Sun - Walking On A Dream
Qualquer gamer que se preze deve saber que, ontem, presenciamos o esfuziante lançamento de Marvel vs Capcom 3, após mais de uma década esperando a oportunidade pra jogar com a Jubileu (prece não atendida). Isto significa, obviamente, que há mais de cinco dias já é possível jogá-lo, graças aos açoites da moral e da ética comercial, também conhecidos como “piratas”, “ráquers”, e até mesmo “gordos”.
Suponham, então, que eu tenha meios para obtenção desta versão ilícita. Suponham, também, que eu tenha maneiras de testá-la. Suponham, enfim, que após uma maravilhosa abertura CG de alto teor comburente para áreas íntimas, o jogo tenha fechado as pernas com velocidade e determinação comparadas apenas à Sandy enquanto siamesa de Júnior. Game Over bem antes do One Up.
Game Over prematuro, este é o estudo de caso do dia.
Flopagem

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— por Ariel, ao som de Mr. Scruff - Get A Move On
Aí um dia você tá na piscina do seu clube e chega um virginiano nerd, fã de Twilight, esperando a pele dele reluzir no sol tanto quanto a do Edward Cullen, trazendo um fone de ouvido com a imagem subliminar de um coração. E aí, add? #Comolidar com Hideo Kojima sensualizando contigo?

Análise subjetiva sobre “objetivos”
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— por Ariel, ao som de Fantastic Plastic Machine - Euphoria (Mondo Grosso Remix)
Gosto de jogos com objetivos. Mesmo que seja algo trivial como “fazer mais pontos” ou “terminar a fase em menos tempo”. Em compensação, não me divirto com qualquer jogo que seja sandbox / do-it-yourself, como The Sims, GTA, qualquer God Game tipo Black & White. Não quer dizer que eu não veja valor neles.
Estava eu um dia na casa do Lucas, que também escreve aqui, e o irmão dele começou a jogar GTA IV, dirigindo insanamente pelas ruas de Nova York, ateando fogo em suas potenciais namoradas-piranhas com coquetéis Molotov… enfim, ficou claro que eu estava jogando da maneira “errada”, que eu estava levando a sério um jogo que me pedia justamente o oposto.
Aliás, é uma posição que defendo: a maioria das vezes, o jogo / filme / livro / arte não é RUIM, é que ele tem uma vibe certa pra ser compreendido. É um exercício de projeção, e até de liberdade, tentar entender a obra como o seu criador a pensou; no mínimo, de uma maneira diferente da que você está acostumado a enxergar.
Claro que cada um tem os seus limites, e uma bagagem intelectual diferente que possibilitará a compreensão e aproveitamento de uma obra ou não. É que muitas vezes, todo esse requisito é secundário: basta fazer um esforço genuíno pra mudar a sua perspectiva.
ARTE apenas para iniciados
Após um aniversário (numa sexta-feira 13, #reflitam) em que nada do planejado (“Objetivos”, lembrem-se) funcionou, mas cuja aleatoriedade e situações inesperadas trouxeram um colorido incrível, vou aceitando gradualmente a lição do desapego às regras e convenções, e mais atraente parece a possibilidade de criar o meu próprio meta-jogo.
Sample da aleatoriedade do meu aniversário
E isso significa, obviamente, que sairei com uma AK-47 na minha faculdade matando pessoas por pontos, porque eu tenho um blog satânico sobre games e qualquer pessoa assim só pode ter esse tipo de pensamento em mente.
Travestis em Silent Hill
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— por Lucas
Eu tinha medo de Alone in the Dark 1… Lembro de jogar em casa, velhos tempos de Windows 95 quando eu tinha 10-11 anos. Lembro do sótão, daquele monstro que vinha pela janela, da música e efeitos sonoros criando uma “super ambiência”, mas não era só disso que eu tinha medo…
Eu tinha medo dela, boneca de olinda, que com 3 polígonos (sic) conseguia me botar medo. Favor notar os lábios carnudos, as mãos lânguidas e os olhos atentos. Emily Hartwood é o real monstro desse jogo, e com a animação monga suave de seus ataques evidenciava sua natureza performática e dextreza como mulher perdida lutadora.

Favor notar as sobrancelhas inquisitoras e as maçãs do rosto rechonchudas. Botox ou Magipak?
Non-gaming
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— por Ariel, ao som de Uffie - ADD SUV (ft. Pharrel Williams)
E quando você não joga?
Hora de relaxar, depois de um longo dia de atividade. O videogame está ao alcance de um botão, pronto pra te transportar para um universo totalmente novo. Mas você não está afim, assim como a arquetípica “namorada com dor de cabeça na hora do sexo”.
“Ritmo de videogame”
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— por Ariel
Uma modinha recente que me irrita bastante é a utilização do termo “ritmo de videogame” e similares, quase sempre em tom pejorativo. Hoje na Folha de S. Paulo, na crítica sobre o filme “Fúria de Titãs”:
Seria apenas um filme fraco, com roteiro nauseabundo, diálogos infantis e atuações dignas de trem fantasma. Mas, em 3D, se torna uma experiência torturante. Parece um videogame do inferno. (…) Para um adolescente viciado em videogame, este presente de grego é um programão.
Portal de graça


— por Ariel
Qualquer pessoa minimamente ligada em games deve saber da existência do Steam, um serviço de distribuição de jogos online (provavelmente o melhor) da Valve, que fez Half-Life (que gerou a febre Counter-Strike), Left 4 Dead… e o filhinho-prodígio, Portal.
Infinitamente parodiado, dono de uma música tema que já virou hit de Guitar Hero e foi cantada por coros infantis, Portal é uma referência em jogos de puzzle, level design e humor.
Para promover o lançamento do Steam para Mac, Portal está de graça, até dia 24 (também para usuários de PC). Então, se você não jogou e tem um computador de até uns 5 anos atrás, recomendo muitíssimo.
E o 2 deve surgir logo logo, com co-op! \o/
Um pouco de macheza
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— por Ariel
Estava aqui pensando com meus botões que o vídeo de Bayolante (a “sequência de Bayonetta”), dois post atrás, pode ter ofendido ou chocado alguns visitantes, devido à temática gay quase-explícita. Decidi, então, remediar a situação, trazendo um mini preview visual do jogo mais de MACHO que encontrei:
(Conteúdo pode ser NSFW, dependendo do ponto de vista)